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CAMPOS DO JORDÃO - A Saga Solitária

Prá quem me conhece já sabe que não tenho medo da solidão, pelo contrário.
Claro que gosto das vezes que tenho alguém prá compartilhar minha vida, meus momentos e tals.
Mas na solidão sou eu quem decide tudo. Quando tenho tempo e vontade eu faço na hora.
E dessa vez foi assim.
Eu tive meu único sábado de férias do semestre. Acordei com vontade de viajar. Não havia ninguém para ir comigo, mas eu continuava com a vontade. Então quer saber... PÁÁÁÁ, fiz as malas rapidinho e fui. rsss
Almocei ao meio dia e saí de casa meio dia e meia.

22/jul/2017

Cheguei em minha pousada (como se ela me pertencesse, né? hahaha até parece...) lá prás 15h e pouco.



Estava MUITO trânsito no centro de Campos do Jordão.
Fui informada pelos moradores de lá que em julho há o maior movimento de turistas no final de semana após o dia 15, ou seja, quando eu estava lá. Sério, nesse sábado era BASTANTE trânsito mesmo.
Minha estadia foi excelente.
A pousada se chama Pousada das Hortênsias e é de excelente qualidade, além de ficar a menos de 10 minutos à pé do centro.
http://www.dashortensias.com.br/
Acabei não tirando foto da pousada nem de meu quarto.
Eu havia feito uma cotação antecipada pelo trivago mas na pressa não bookei o pacote prá ir mais rápido.
Ao chegar lá o preço estava 350 reais mais caro provavelmente pq já haviam bookado o quarto que eu havia me interessado.
Me ofeceram esse outro quarto mais caro e eu até ia aceitar. O quarto era lindo. Banheiro ótimo. Organização e visual excelentes. Mas haviam duas camas - uma de solteiro e uma de casal. Eu não faria uso de tudo isso.
Preferi insistir. Aí sugeriram um outro quarto com conforto bem abaixo dos níveis da pousada.
Quando vi o quarto aceitei pq saiu 450 reais mais barato do que o quarto anterior. Era um quarto minúsculo sim, mas era limpo, cama de casal, havia TV, banheiro limpo, havia toalhas e todo conforto dos outros quartos. Só não era grande e tão bem decorado.
No fim eu aceitei (poxa, pq não? já fiquei em lugares BEM ruins, oras! hahaha, estava excelente ali!!!) sem problemas.
Os funcionários todos eram muito atenciosos e ainda havia café da manhã (que sequer utilizei) e vaga na garagem. Há uma outra série variada de serviços que eles oferecem.
RECOMENDO a Pousada das Hortênsias - Excelente estadia ali.

Vamos prá Campos do Jordão em si agora.
Durante o dia é calor (é... uns 17º à 22º) e à noite... Â NOITE... é a morte.
ATENÇÃO - gostaria de deixar bem claro que meu sofrimento pela temperatura fria é ainda por cima intensificada por conta de um medicamento que tomo várias vezes por ano - cabergolina. Descobri neste ano que a cabergolina é que a culpada pelo frio enorme que sinto aqui em SP e em qq lugar.
Aí em Campos do Jordão foi de doer.
Podem até perguntar: Ahhhh, sua fresca, é pq vc nunca foi prá Nova Iorque!
Tsc... olha, meu anjo. Não mesmo. Mas já fui prá lugares BEM FRIOS - só que no verão.
Realmente não sei como eu me portaria no inverno dele, principalmente debaixo do julgo da cabergolina. Sei que  seria difícil, mas sofrer de gosto é regalo da vida. ;-) rsss
ABREVIAÇÕES - Ao invés de descrever Campos do Jordão, escreverei CDJ, ok? rs

Não há UBER em CDJ. Isso mesmo.
Cheguei na pousada à tarde, fui pro quarto arrumar minhas coisas e me arrumar prá ir prá cidade. Nisso já era entardecer. E MUITO FRIO. Eu ainda não sabia como ir sozinha dali até o centro e teria que chamar um taxi, Mas chamei o transfer da pousada. O serviço custa 15 reais, me deixou bem no centro mesmo após toda a demora daquele trânsito infernal.
Para voltar (já era bem mais de meia noite) eu parei um taxi e aí como não havia trânsito ele chegou rapidinho à pousada, e custou 13 reais. Ou seja, o transfer da pousada (que é somente atè 22h /22h30) vale muito a pena.
Mas, mesmo assim, que falta faz um UBER. rsss

Minha primeira noite foi caótica. Tudo estava lotado.
Num final de semana antes eu resolvi ir à uma tartuferia na Alameda Lorena -1906, Tartufería San Paolo (http://www.tartuferiasanpaolo.com.br/) e depois (voltei de UBER, claro) fui prá Paulista andar na muvuca do sábado à noite que é diferente da muvuca da semana, e desci a baixa Augusta. Vi muita coisa bacana. Depois falo da Augusta. Mas resumindo - ERA MUITA GENTE ali, andando, olhando, comendo, conversando, fumando, bebendo, sem fazer nada, trabalhando e trabalhando e trabalhando. Tudo rápido, tudo acontecendo rápido.
Mas tudo estava em movimento - tudo! Era um ciclo, gente sai daqui e outro entra no lugar. Sampa é assim - um caos organizado.
CDJ não, poxa! Estava confuso, gente parada, fazendo selfie no meio de onde MUITAS outras passam, famílias inteiras lentamente andando sei lá prá onde procurando sei lá o que!
Não vi bêbado (só um, depois eu conto. hahahaha), drogados, mas CDJ qdo enche de turistas fica parada. Com certeza é lucro financeiro para eles, mas prá mim foi cruel demais.
De qq jeito - eu não teria outro sábado prá emendar com a segunda de férias - eu estava lá esse dia pq foi quando deu.
A foto abaixo mostra - foi assim qdo cheguei ao centro - conforme foi ficando mais tarde, mais gente chegava, mais lotado ficava e mais lentas as coisas caminhavam.


Outra desvantagem em alta temporada PARA MIM - encontrar um restaurante que consiga um lugar - UM ÚNICO LUGAR - para eu sentar e comer e pagar.
Houve um restaurante onde esperei em pé 30 minutos por uma mesa, mas não conseguiram nada para eu me sentar. Quando eu disse que iria procurar o restaurante da frente, eles insistiram muito fracamente, como se fosse "estou insistindo, mas leia meus pensamentos - pode ir pq não teremos lugar para uma pessoa só comer aqui" - e fui ao restaurante da frente mesmo. Em menos de 5 minutos eu já tinha um mesa só para mim e a minha coca zero servida no copo. A macarronada foi excelente.
Só não coloco o link deles aqui pq realmente esqueci o nome do restaurante. (minha memória é péssima). De qq maneira, vale uma picture. Comi um pouco mais da metade - era muito macarrão, minha gente. hahaha


Na próxima viagem terei que fazer diário de viagem em caderninho de papel e anotar tudo na hora, senão já era.

Ao sair de lá já era hora de UFC - procurei um lugar com música al vivo bacana prá ver o lutador brasileiro (puts, acho que é Thiago...) e o americano.
Tb não me lembro do nome do restaurante, mas pedi um petit gateau e curti boa parte do UFC (luta longa demais!).
De repente o estilo de música mudou! Virou forró! FORRÓ! Pedi práa fechar a conta e saí, já que o petit gateau já havia acabado.
Ao lado havia um lugar top passando UFC tb, e lá rolava música eletrônica! SHOOWWW!
Perguntei se havia lugar prá uma pessoa e ela disse que somente em pé.
Como eu só queria assistir UFC, eu já ia entrar. Mas perguntei: o estilo de vcs é eletrônica a noite toda? E ela disse: não, daqui 15 minutos começa forro!
hahaha
Agradeci e saí! Hahahaha
Não achei mais ninguém com UFC então procurei comprar chocolates prá família e voltar à pousada.

Detalhe importantíssimo - O FRIO.
Ao voltar à pousada o termômetro marcava 5ºC. Eu estava com 5 blusas, um blusão de moletom forrado de pelinhos e uma jaqueta de couro, cachecol, meia de lá até o meio da perna, calça jeans, bota de couro até o joelho, luvas (que comprei em CDJ), touca da blusa e tapa orelha. Mesmo assim eu estava com o corpo gelado.
Sério - prá mim foi sofrido.
Cheguei na pousada de taxi e fui correndo ligar o aquecedor. Sentei na frente dele e não saí até esquentar.

Vantagem enorme de CDJ - segurança.
Bem após a meia noite, eu chamei o taxi, morrendo de suspeitas por estar numa cidade estranha e tals. Eu não subiria à noite à pé até minha pousada.
Mas o taxista mesmo disse que era super seguro e no caminho vimos uma série de famílias e casais tb subindo as ruas indo às suas pousada tarde da noite sem receio e totalmente sossegados.
No domingo eu voltei sozinha sim. Mas confesso, com o coração na mão. Sou paulista, pow!

23/jul/2017
Amanheceu bem frio - pelo accuweather do celular a marcação era de 5º ainda às 9h e pouco da manhã, mas com previsão de máxima de 17ºC no decorrer do dia.
Não tomei café.
Saí à pé.
Logo em frente a pousada já se tem bem idéia do pq dizem que CDJ parece cidade europeia - há uma pousada com estilo castelinho.



Acima deixo também uma foto da ruazinha abaixo da rua da pousada onde fiquei. Araucárias existem aos montes nessa região. Linda vista.

Meu objetivo neste dia era fazer um passeio pela natureza, eu só não sabia qual.
Fui andando até o centro procurando um agência de turismo que trouxesse informações a respeito.
Encontrei um lugar onde fazer passeio de quadriciclo (depois conto mais do quadriciclistas, kkk) e pedi indicações.
Eles me indicaram a agência Altus que faz passeios à Pedra do Baú, do Bauzinho, arborismo etc.
O problema foi chegar lá à pé.
Como meu celular descarrega a bateria rapidamente, tento evitar usar dados durante o dia para economizar. Mas após andar quase uma hora procurando a Altus de acordo com uma série de indicações de pessoas diferentes moradoras de CDJ, entrei no google, peguei o endereço e segui o GSP, à pé mesmo. Cheguei razoavelmente rápido.
O problema é que o passeio mais bacana saía no máximo às 9h30 da manhã e já eram 10h30.
Esse é o passeio de escalada à Pedra do Baú.
Um dia quem sabe irei.
De qq jeito fui por conta e risco até a Pedra do Bauzinho, ao lado da anterior.
Voltei à pousada, peguei o carro, rodei uns 40 minutos, paguei 10 reais até o estacionamento da reserva e o resto foi suor e aventura.
É o seguinte.
Eu vi a Pedra do Baú pq ela é ao lado do Bauzinho, mas para chegar ao topo é necessário uma escalada de uma enorme qtidade de degraus com equipamento adequado e capacete e cordas e tals.
Já pro Bauzinho é só ir, e ir e ir e ir e ir indo. ahahaha
Mas é tenso, viu? HAhahah, tinha gente lá que chegou não sei como. Estava sentada olhando as alturas dizendo: tô com o coração na mão aqui! cuidado, moça! Aqui é muito perigoso!
Hahahah
Realmente - o que fiz é bem perigoso. BEM perigoso - mas prá quem já foi ao topo do Vesúvio à 40ºC, entre tantas outras maluquices, tudo certo. Tinha gente fazendo o mesmo que eu, eu não era a estranha nessa aventura não.

Vamos às fotos:

Antes de chegar ao Bauzinho, essa é a primeira vista da Pedra do Baú. Daqui sim tem-se a imagem retangular da pedra. Nas próximas fotos essa impressão retangular vai se perder pois o referencial da vista pela qual as fotos foram tiradas é diferente.
A primeira imagem é da web: https://camposdojordao.com.br/lugares-imperdiveis/pedra-do-bau/

As outras duas imagens são minhas de outros ponto geográfico de referência.






Depois deste mirannte, bóra andar mais um bom tanto para chegar à Pedra o Baúzinho.
Ao chegar nela, eu e todos que já estavam ali já chegamos morrendo de canseira, suados, escabelados, fedidos e sem moral alguma. O lugar poderia facilmente se chamar Pedra da Humildade. Hahahaa
Não foi fácil não, mas as imagens abaixo mostram bem de leve (pq só os olhos podem compreender a realidade do que existe ali) o quanto valeu a pena todo esforço.





Bom, eu havia voltado até a pousada para buscar meu carro e ir até a Pedra do Bauzinho.
E ali eu estava.
Cheguei!
Mas vejam bem, colegas!
Veja à frente nas duas últimas fotos!
HÁ PESSOAS CONTINUANDO O CAMINHO!
Ahhhh, eu não gosto de limites. Só aceito para quando sinto que não tenho mais reais condições, e ali eu ainda tinha!
Então decidi continuar até onde fosse possível para mim.
Não seria fácil, daria medo (pq tenho medo de altura), mas... é aí que vem a graça da aventura!
Hhahahahah
Fui bem mais adiante!
Não subi à Pedra do Baú, nem cheguei tão perto, mas fui bem mais adiante. Pude vem o mundo numa perspectiva fantástica lá de cima. Todos (era pouquíssima gente) estavam temerosos, mas todos com sentimento se realização, sentimento de orgulho por chegar ali. Todos chegavam até onde sentiam que conseguiam, sentavam e paravam para admirar a visão.
Foi com certeza um dos momentos mais emocionantes dessa viagem. Eu não esperava tanto, confesso.
Fiz video de meu limite entre Pedra do Bauzinho e Pedra do Baú. Atualizarei aqui com o link assim que possível.
Mas deixo fotos para registrar este meu momento.





O que foi isso, meu Deus! Chegar aí foi bem complicado.
A trilha era tensa. Era necessário pendura-se nos galhos, pular entre uma pedra e outra, e sobre o penhasco, ter equilíbrio para não despencar lá prá baixo.
Sério, várias vezes pensei em como seria fácil alguém acabar com a própria vida estando ali em cima! Mas tudo é tão fantástico, que creio que isso dificulte tal decisão. Fora que para chegar alí é tão difícil que um vencedor não gostaria de se matar depois da vitória recém alcançada.

Sentei na encosta da montanha e refleti muito olhando o horizonte.
Pensei sobre pessoas, política, sobre responsabilidade familiar, sobre o amor, finanças, sobre respeito, sobre religião, sobre Deus (não considero sinônimos), erros, sobre futuro, sobre sonhos. Foi um momento que certamente ficará marcado em minha história.
E então decidi voltar pois eu não tinha mais condição de seguir adiante.

Sob o sol forte com vento bem gelado voltei até onde meu carro estava, satisfeita e certa de que minha aventura tinha chegado ao fim, certo?

ERRADO!!!!!
Hahahaha
É muito difícil me satisfazer. Muito!!!!
Eu luto comigo mesmo pois meus gostos e desejos são fora dos padrões.
Por isso, entrei em meu carro em busca de um encerramento digno para um grande dia de aventuras: pôs do sol!
O problema era onde ver um pôr do sol bacana a ponto de me sentir satisfeita.

Pensei que seria necessário um lugar bem alto para ver um bom entardecer.
No Bauzinho seria sem chance pq não haveria como voltar na escuridão fazendo trilha ali.

No caminho de carro eu vi placas do Morro do Elefante, então peguei o carro e segui para lá.
Tive uma enorme decepção por vários motivos.
O primeiro deles é que o lugar mais bacana de todos eu já tinha visto - que era a Pedra de Baú a partir do Bauzinho. Dali em diante tudo teria menor impacto.
Depois pq o lugar é bem feio mesmo. Poxa, nem parece estar relacionado a CDJ. Arquitetura caindo mesmo, sem pintura, falta de conservação.
Há um enorme teleférico ali que desce a montanha e termina no centro de CDJ, mas é necessário comprar ticket lá no centro prá poder curtir o teleférico. De qq maneira não me chamou tanto a atenção.
CURIOSIDADE - o teleférico é bonito à noite ao ser visto no chão do centro da cidade pois ele é todo iluminado colorido neon.
Além de tudo o Morro do Elefante estava lotadíssimo.
Partí rapidamente.
Segundo dicas, por alí existem dois picos famosos, o Pico do Itapeva e o Pico do Imbiri.
Fui primeiro ao Pico do Imbiri, correndo pq já estava próximo do pôr do sol.
O percurso é complicado. É recomendado um carro bacana para passar por ali, de preferência 4X4.
Fui passando pela pista de terra, então apareceram buracos que se tornavam piores. diminuí a velocidade. Aí começaram a ladeiras.
Então surgiu uma boa ladeira com enormes buracos e lama. Só havia meu carro ali, ninguém estava me vendo. Subi a ladeira engatada em segunda, o carro gritava de leve, patinou muito muito muito pouco e chegou ao topo.
Lá em cima dei de cara com 4 quadricilcistas conversando e trocando idéia. Um deles nem estava no quadriciclo, mas estava dando dicas aos colegas.
Eu estava preocupada com a trilha achando que meu carro não teria condição de chegar ao Pico do Imbiri pela estrada ser ruim.
Qdo os quadriciclistas se aproximaram eu perguntei se eles achavam que era possível eu chegar até o pico com um carro como o meu ou era melhor eu voltar.
O cara riu prá mim e disse: Nossa, moça! A parte mais difícil de todas vc já fez!!! Nem sei como vc conseguiu! Agora o resto é fichinha! Pode ir em frente sossegada!
Hhahahahah!!!! Ele se referia à ladeira de lama e buracos enormes que subi com a 2ª engatada e o carro gritando. Mas valeu a pena. hahahah
Cheguei lá!
Este pico é bacana e tals, só havia mais um casal de motoqueiros alí. Nada contra serem motoqueiros, mas achei pouco movimentado. Sou paulista e prefiro ir conhecer lugares qdo são um pouco mais movimentados. Além de que qdo houvesse o pôr do sol, anoiteceria e eu teria que descer a trilha à noite. Tenso.
Segue uma fotinho do sol e um banquinho. Achei essa combinação bacana, mas não parecia que seria um belo pôr do sol ali sozinha e depois descendo à noite aquela trilha complicada.



Peguei o carro e fui sentido ao Pico do Itapeva.
Este pico é do lado oposto da cidade e pertence à Pindamonhangaba.
A pista é bem longa, mas super de boas. Até há um pedacinho de terra, mas bem sossegado.
Lá em cima a vista é... assim... bem bacana!
Ahhhh, depois da coisa louca da Pedra do Baú, nada se compara. Mas foi interessante.
Como já era entardecer, haviam camadas coloridas no horizonte. Nas fotos isso não ficou tão visível, mas a olho nu era bem bonito.
Foi muito bom ter ido até ali.
Mas eu ainda estava com a sensação de insatisfação.
Convivo muito com isso - como eu disse, é bem complicado me satisfazer.
Peguei o carro, liguei o radio na playlist de Coldplay e deixei o Waze me guiar até a pousada.
Assim que passei pela placa de limite de municípios Pindamonhangaba X CDJ, coloquei Viva La Vida do Coldplay no repeat prá me encher dessa sensação do título de experienciar a vida enquanto se tem.
Nisso, de repente, como numa epifania fantástica e inesperada, diante de meus olhos ele aparece, laranja, iluminado, brilhante, reluzente, maravilhoso, da forma mais fantástica que eu poderia imaginar para encerrar meu dia com chave de ouro. Ele apareceu diante de mim no horizonte do outro lado de uma fazendo sobre o portão dela: o pôr do sol!

Parei o carro no acostamento pois esse momento era digno de registro.



Quem sabe o qto amo pôr do sol tb sabe o qto isso significou para mim.
O dia encerrou-se aqui - pleno, completo e perfeito.

Inicia-se a noite.

Cheguei na pousada aos 8ºC - já era noite. Eu tremia de frio pq estava suada e com razoavelmente pouca roupa.
Tomei um banho quente e me vesti prá sair.
Estava entupida de muita, mas muita muita roupa mesma.
Sabe, as noites não foram nada fáceis para mim. Meu remédio me dá um frio bem mais complexo do que vc sente!
Fui andando ao centro com a esperança de me aquecer - em vão.
Cheguei congelando.
Procurava um lugar mais saudável para jantar, já que não era meu dia de junk food.
Rodei por tantos restaurantes e sempre havia um problema. (eu queria comer salmão) Ou era muito caro, ou não tinha lugar pra uma pessoa, ou era forró/sertanejo/pagode, ou tinha acabado o salmão daquele restaurante. Difícil.
Enfim, fui ao querido Safári. http://www.safaricamposdojordao.com.br/
Eu recomendo pelo seguinte.
Atendimento TOP, preço equilibrado, localização central, música rockzinho clichê (não é heavy metal - são aqueles rocks bacanas que todo mundo sabe a letra enrolando a língua, bem de boas) - eu nem curto rock em primeiro lugar, e curti demais o ao vivo deles. A comida... meu... olha só...
Pedi um salmão com batata soutê.
Mas prá entrada pedi um pão de alho. Estava frio e eu já queria ir comendo alguma coisa (lá tem vários aquecedorezinhos também, como a maioria dos lugares de CDJ).
Estava demorando um pouco e perguntei pro garçom a previsão prá chegada do pão de alho.
Ele disse que estava chegando, mas demorava um pouco pq precisava gratinar.
Fiquei imaginando o pq da demora, mas ok. Vamos aguardar.
Gente... GENTE DO CÉU!!!!
Qdo chegou o pão de alho... ele era GI-GAN-TE!!!
hahahah Enorme mesmo, e intensamente recheado de... sei lá do que! Maravilhoso!!!
Depois chegou o salmão com as batatas.
Sério - Comi o salmão e meio pão de alho! Nem mexi nas batatas e deixei a outra metade do pão de alho! Era muito enorme e delicioso! Era tudo ótimo!
Recomendo demais o Safári. É top!
Nem peguei sobremesa pq não era sábado.
Saí de lá e já comecei tremer de frio. Passei em frente ao termômetro e ele marcava 4ºC. Era difícil até para falar de tanto frio. Eu tremia demais!
Eu comecei a gravar em meu celular falando que era muito frio a temperatura de 4ºC quando aparece um jovem com um copo de uma bebida na mão, o rosto BEM vermelho, e me disse: ahhhh, moça, o termômetro marca 4ºC mas está errado, deve estar no mínimo 11ºC, eu mesmo estou sentindo uns 15ºC aqui.
Hahahaha - o malandro estava chapado e morrendo de calor! hahahaha
Sorte dele, pq que estava frio, isso era certeza. Eu não era a única tirando foto do termômetro.



Depois disso fui prá minha pousada andando, e continuei morrendo de frio.
Entrei no quarto, liguei o aquecedor nas mãos e elas começaram a enformigar super forte por estarem frias demais e reagirem com o calor do aquecedor.
Ahhhh, cada experiência nesse final de semana, viu?
Coloquei o pijama, e dormi com o aquecedor encostado nos pés. Delícia!

24/jul/2017

Dia de partir - mas não ainda!
Acordei, arrumei as malas rapidamente.
Fiz o check out.
Perguntei ao homem que me ajudou com a mala até o carro sobre sugestões de fábricas de chocolate em CDJ, e ele sugeriu duas melhores - Fábrica de Chocolates Araucárias e a fábrica da Cacau Show.
Segui a ordem dada por ele.
A Fábrica de Chocolates Araucárias é bem bacana. Achei que passaria mesmo pela fábrica, mas apenas se vê uma parte da fabricação de chocolate por um vidro.
Há uma série de explicações sobre a história do chocolate lá também.
Comprei chocolates para minha mãe, vô e pai.
Comprei também chocolate em pó para minha mãe fazer chocolate quente cremoso. É muito modinha em CDJ. O pessoal paga bem prá tomar isso.
Depois fui prá Cacau Show.
A fábrica realmente é lá mas não se tem acesso à ela.
Comprei umas coisinhas. Uma caneca com esquilos de chocolates, folhas de plátano de chocolate, uma placa com Araucárias em relevo, escrito Campos do Jordão, mini trufas numa marmitinha lindinha.
Foi bacana.
Ao partir, no caminho ainda em CDJ, comprei um pacote de pinhão.
Vende-se muito pinhão em CDJ. Demais.
Espero que a mamãe faça - pq eu ADOROOOO!!! Faz muito tempo que não como, inclusive.

Chegou então a hora de partir.

Ao passar pelo portal, ele estava em reforma. Quando cheguei ele estava todo lindinho. Ainda bem que garanti foto na ida. hahahah

E assim foi meu final de semana!
EDIÇÃO EM ANDAMENTO - CONTINUA EM 25/JUL/2017


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